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domingo, 9 de novembro de 2014

LITERATURA DE VIAGENS

Do que trata a literatura de viagens no século XV, no momento de 400 ao Seicentismo?
De acordo com o livro de Literatura Portuguesa de Massaud Moisés, a literatura de viagens é as cartas, crônicas, novelística que eram escritas quando os cavaleiros viajavam em uma expedição marítima por um longo tempo e a partir das experiências desses cavaleiros viajantes é que surgem os relatos de viagens, roteiros, diários ou equivalentes, reportagens do mundo que se ampliava em todas as direções, como aborda Massaud “é imediato compreender que, à impressão de assombro deixada pelas descobertas de novas esferas e paisagens, sucedeu o desejo de fixá-las para transmiti-las a toda gente.”
Como não existia a imprensa na época, podemos dizer que estes viajantes funcionavam como a imprensa de hoje, só que relatando muitas vezes suas próprias experiências.
Estes representavam, por exemplo, a História Trágico-Marítima, coletânea de relatos e naufrágios ocorridos nos séculos XV, XVI e XVII, organizada por Bernardo Gomes de Brito (1688-?), mitos nomes foram importantes, mais sem dúvida o mais importante de todos os representantes de todo o gênero é Fernão Mendes Pinto (1510? -1583), é o autor de uma das obras mais significativas do século XVI e de toda a literatura de viagens de qualquer tempo: Peregrinação (1614), como é abreviadamente. Seu longo título, como era moda naquele tempo, contém um resumo das aventuras relatadas no curso da obra: “Peregrinaçam que dá conta de muitas e mui estranhas cousas que viu e ouviu no Reino da China, no Tartária, no de Surnam, que vulgarmente se chama Sião, etc.
Esse fragmento do texto só reforça a idéia anterior, no que diz respeito às aventuras vividas pelos viajantes, o qual serve de inspiração para a obra. Fernão Mendes Pinto escreveu a obra no fim da vida, como herança aos filhos, “para que eles vejam nela estes meus trabalhos e perigos da vida que passei no decurso de vinte anos”. Com efeito, viajou entre 1537 e 1558 por várias partes da África e Ásia (Abissínia, Arábia Feliz, Malaca, Sumatra, Java, Pegu, Sião, China, Índia, Japão), sempre acentuado sentido aventuresco.
De acordo com o texto percebe-se que os méritos atribuídos Fernão Mendes Pinto se dá devido ao seu relato pretensamente sincero, vivo, realista, fruto das próprias experiências, e isso atrai o leitor pelo pitoresco, pelos episódios em torno de variadas aventuras, a narrativa,” o estilo descuidado, impressionista, construído hora a hora, ao sabor das circunstâncias e do estado de espírito do escritor”.
O CONTO
O conto tem sua remota origem nas primeiras manifestações nas Mil e Uma Noites, e foi pouco apreciado em Portugal antes do Romantismo. O primeiro nome que merece ser lembrado é o de Gonçalo Fernandes Trancoso, o texto de Massaud Moisés aborda que “sua biografia é obscura” e que o mesmo só começa breves narrativas de fundo moral a partir da perda da família, e que estas narrativas foram publicadas sob o título de Contos e Histórias de Proveito e Exemplo (1575).
Trancoso como afirma o texto teve êxito durante o século XVII, inclusive no Brasil, especialmente no Nordeste, onde passaram a chamar-se de “estória de Trancoso” as narrativas populares de imaginação e exemplo moral. Sua prosa desataviada, coloquial, ingênua. Trancoso faz uma mistura do “sobrenatural com o real sem medo à inverossimilhança, aproveitando-se da tradição oral e do magistério de contistas espanhóis, como D, Juan Manuel e outros.
A NOVELÍSTICA
Durante a Idade Média portuguesa apenas vingou a novela de cavalaria, e assim mesmo, importada da França e adaptada, por meio de tradução e glosa, à realidade sociocultural contemporânea. Entretanto o século XVI presencia-se o florescimento da matéria cavaleiresca em vernáculo, e o aparecimento da novela bucólica e sentimental de extração italiana, e da narrativa de “proveito e exemplo”. Além de Bernardim Ribeiro, Francisco de Morais e Gonçalo Fernandes Trancoso, certamente as mais importantes figuras da novelística e do conto quinhentista, convém assinalar o nome de João de Barros e Jorge Ferreira de Vasconcelos (1527- 1584/1585), autor do Memorial das Proezas da Segunda Távola Redonda (1567). Além de outras inéditas e de várias continuações do Amadis de Gaula,formando um extenso ciclo no decorrer da centúria quinhentista (o “Ciclo dos Amadises”).
Caracteriza-as todas o esforço por manter vivo um ideal de vida próprio da Cavalaria medieval, mas que se faz cada vez mais estranho à nova mentalidade criada com o Renascimento: sobre soar falso, pois correspondia a dar energia a um organismo agonizante, tal empenho acabou por absorver ingredientes diluidores, trazidos pelo Classicismo, as conquistas, a geografia fantasiosa, a presença da mitologia Greco-latina, da vida no mar, etc. Constituem novidades. Entretanto, releva de todos eles o aspecto lírico, hipertrofiado a ponto de colocar em perigo aquilo que compunha o recheio típico da novela cavaleiresca: o encontro entre cavaleiros, em justas predeterminadas, ou por acaso.
Percebe-se que o individualismo bélico cede lugar à guerra coletiva, aos torneios, em flagrante concessão ao aprimoramento operado no fabrico de armas e ao avanço em matéria de tática militar. Já não se considerava o cavaleiro que luta, mas o que ama, pois assim passa a ser entendida sua condição de ser efetivo, deixava a Cavalaria impregnar-se de elementos estranhos que lhe preparavam a dissolução, pouco depois culminada no D. Quixote (1605 - 1615).
O TEATRO CLÁSSICO
            Massaud Moisés afirma que “o teatro clássico é capitulo secundário dentro do Quinhentismo português, e opôs voluntariamente, indo buscar inspiração na Antiguidade Greco- Latina, especialmente em Plauto, Terêncio e Sêneca.
A tragédia clássica só entrou tardiamente em Portugal, embora já em 1536 Henrique Aires Vitória fizesse a tradução para o Português da Electra, de Sófocles. A Castro, ou, com o título pó inteiro, Tragédia de D. Inês de Castro (publicada em 1587), de Antônio Ferreira, distingue-se por ser a primeira tragédia clássica em vernáculo e praticamente única, além de a verdadeira obra- prima no gênero.
A PROSA DOUTRINÁRIA
A literatura doutrinária, dispersa-se em várias direções e reflete e reflete tendências, nem sempre ortodoxas ou cortesãs. Podia-se dividi-las em dois tipos: laica e religiosa. A primeira é representada, notadamente, pela Consolação às Tribulações de Israel (1553), do judeu português Samuel Usque. A segunda, caracterizada por misticismo, pensamento escolástico e não raros sensos agudos das realidades sociais e psicológicas do homem do tempo e do homem em geral pertencem Frei Heitor Pintor (1528? - 1584), com Imagem da Vida Cristã (1563, 1572), Frei Tomé de Jesus (1529-1582), com Trabalhos de Jesus (1602- 1609), Frei Amador Arrais (1530 – 1600), com Diálogos (1589).
Sendo de si pouco importante como Literatura, pois seu objetivo não- ficcional situa-as fora do terreno literário propriamente dito, só encerra interesse, pondo de parte o valor documental, doutrinal ou estilístico, a primeira dessas obras. Samuel Usque impregna a obra de forte comoção, mercê de sua origem judaica, aliada à sentimentalidade e sensualidade de raiz estética. Essas qualidades servem de base a um escritor apaixonado, que se coloca inteiro na obra, com o objetivo de retratar os horrores da perseguição a seus irmãos de sangue e religião.
E, assim, fecha-se o Classicismo português, não sem deixar saldo para a época seguinte, graças às linhas cruzadas que lhe formaram a estrutura, e o conteúdo ideológico que transmite para o século XVII, época do Barroco.
























A INVENÇÃO DA AMAZÔNIA


Se a América foi inventada por um sonho expansionista europeu, a Amazônia podia constituir, talvez mais que em qualquer outro lugar do mundo, como continuidade desse devaneio. Do século XVI ao XIX, a região foi literalmente invadida pelo homem europeu.
Gondim afirma que “a Amazônia foi uma invenção” faço das palavras da autora minhas palavras, pois a Amazônia não foi descoberta, esse termo só foi intitulado com a chegada dos portugueses.
Como se pode descobrir algo que já existe há centenas de anos?
Souza afirma “que quando os europeus chegaram ao século XVI, a Amazônia era habitada por um conjunto de sociedades hierarquizadas”. Ou seja, a partir dessa afirmação, vale ressaltar que a Amazônia brasileira já existia antes da chegada dos colonizadores.
A invenção da Amazônia se deu a partir dos relatos de viagens escritos pelos viajantes, missionários, etc. No livro A invenção da Amazônia (2007), de Neide Gondim, temos um painel dos primeiros viajantes cronistas, como também dos ficcionistas, que escreveram sobre aquela região até o século XX. A grande maioria desses aventureiros deixa o seu registro de entusiasmo, preconceito e fantasias. Essas viagens acendem o imaginário do homem europeu, pois estes sonhavam com o “paraíso e a fonte da eterna juventude”.
O paraíso aí se funda como o reino das possibilidades. Para Colombo e os outros navegadores que o seguiram, o Oriente seria a fonte para todo um imaginário fabuloso (Gondim, 2007). O impacto disso é tão forte no Ocidente que vamos encontrar essa associação ainda no século XVII, quando viajantes, por exemplo, procuravam o desconhecido e o fantástico na Amazônia.
A invenção da Amazônia se deu a partir de ideologias desde a escritura bíblica, fazendo um percurso pela Idade Média até os nossos dias. Acreditava-se que existia aqui na terra um paraíso, igual o descrito na Bíblia, que era o jardim do Éden, onde habitava Adão e Eva. Muitas foram às ideologias disseminadas e que acenderam o imaginário do homem europeu, pois este acreditava que esse “Paraíso ou El – dourado” existia e era uma cidade coberta de ouro e que possuía um rio onde suas águas conservassem a juventude eterna.
Cada imaginário se preenche com os limites de sua própria ansiedade. Ao tentar conquistar o desconhecido compreende-se uma oportunidade de domar o seu próprio imaginário. Mais uma vez, o detonador dessa aventura é uma especiaria. Ouvia-se falar muito no país da Canela; as mulheres guerreiras surgem como um misto de idealidade e sugestividade ao ambiente. Elas dão o toque feminino de medo do desconhecido. A relação com o mito grego das Amazonas obedece, portanto, a uma estratégia de nomeação.
Percebe-se que A Invenção da Amazônia se dá a partir das construções ideológica de um território, que é parte de um conjunto de mitos e fabulações que os europeus inventaram a América. Nesse caso, se a América foi inventada e não descoberta o que nos resta é simplesmente dar continuação a essa invenção, pois o próprio texto não nos mostra uma busca pela verdade e continua a falar em invenção. 
REFERÊNCIAS
GONDIM, Neide. A Invenção da Amazônia. 2ª Ed. Editora Valer. Manaus, 2007.
SOUZA, Márcio. Breve História da Amazônia. (pág. 22- 27).


FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL


1. Faça um paralelo entre os direitos das pessoas que têm necessidades educacionais especiais, conquistados através dos tempos e o seu real usufruto, apontando, inclusive, os possíveis obstáculos existentes para a sua concretização.
R= As pessoas portadoras de deficiência viam-se sem memória e sem projeto, passaram da morte ou isolamento à presença no mundo, sendo tratadas freqüentemente de forma infantil. Então caro leitor observe que o tratamento dado às pessoas portadoras de deficiência, ao longo da história da humanidade, também se transformou.
No entanto, é possível se constatar alguns avanços (lentos mais graduais) na maneira como a sociedade lidou com a questão da deficiência. Na era pré-cristã, período da Antiguidade, os portadores de deficiências não só não tinham direito à educação, como não tinham direito à vida. Eram exterminados, sacrificados em homenagem aos deuses. Durante a Idade Média, com a religiosidade em alta, ter um filho portador de deficiência era entendido como “um castigo dos deuses” e era necessário levar uma vida de abnegação, protegendo-o e compadecendo-se dele. Nos últimos séculos, a partir do XVII, assim como a loucura era tratada de formas segregacionista, em asilos, também a deficiência era segregada da sociedade. Emergiu então, a partir do século XIX, uma nova mentalidade: instituições educacionais dedicadas a prover uma educação especializada e o movimento social da filantropia, considerando que aqueles que se dedicassem à ajuda e à assistência a esse segmento da população “alcançariam o reino dos céus”.
Bem, do extermínio da pessoa até chegar ao início de uma tentativa de educação especializada, convenhamos que houve avanço. Do século passado para cá, houve uma evolução na abordagem educacional.

2.      De acordo com a leitura e análise dos textos, diga o que precisa ser mudado, na escola atual, para a promoção da verdadeira inclusão, tanto no aspecto atitudinal, quanto físico-arquitetônico ou educacional.
A educação ocupa lugar primordial na estratégia de desenvolvimento de um país. Principal fator de modernidade é um instrumento efetivo para a formação da cidadania. Por este motivo, são intrínsecas suas relações com as condições de participação social. Sintonizando com os princípios tão claramente defendidos pela sociedade, o Governo Brasileiro, precisa dá destaque à educação, defendendo a ideia de que sem ela todos os direitos da pessoa tornam-se sem valor.
Como cita o texto do Ministério da Educação, tem-se que proporcionar a convivência com as diversidades educacionais especiais, maior possibilidade de desenvolvimento acadêmico e social. E dando acessibilidade aos deficientes nas escolas. Mas também na capacitação de profissionais nas escolas tanto para os professores quanto para os demais funcionários.
3.      Em sua opinião, qual a contribuição que esta disciplina poderá proporcionar, de fato, ao processo de inclusão?
Essa disciplina deve proporcionar aos discentes do curso de letras português, o conhecimento dos mecanismos de exclusão da sociedade estabelecendo distinção entre conceitos de diferença e deficiência. Saber analisar criticamente o sistema de integração do aluno portador de necessidades educativas especiais na escola e identificar o redesenho da escola e o papel do professor frente à inclusão dos portadores de necessidades educativas na escola regular e contribuir a fazer um currículo adequado na Escola Inclusiva.
4.      De que outra (s) maneira (s) a universidade poderá contribuir para acelerar o processo de inclusão?
A universidade poderá formar futuros professores capacitados para enfrentar as diversidades de alunos que poderá encontrar na sala de aula. Como aluno com facilidade de aprender quanto àquele que tem dificuldade no aprendizado.
5.      Com base na literatura consultada e na realidade vivida, defina necessidades educacionais especiais.
De acordo com a Política Nacional de Educação Especial (Brasília, 1993), são considerados alunos portadores de necessidades educativas especiais aqueles que, por apresentarem necessidades próprias e diferentes dos demais alunos, requerem recursos pedagógicos e metodologias educacionais específicas. Consideram-se integrantes desse grupo os portadores de: deficiência mental, deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência física, deficiência múltipla, condutas típicas, alta habilidade. É um cidadão como outro qualquer, detentor dos mesmos direitos de determinação e de uso das oportunidades disponíveis na sociedade, independentemente do tipo de deficiência e do grau de comprometimento que apresentem.
6.      Cite três princípios da inclusão, proclamados pela Declaração de Salamanca.
Ø  Sistemas educacionais deveriam ser designados e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e necessidade.
Ø  Aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer a tais necessidades.
Ø  Escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias, criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos; além disso, tais escolas provêem uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimora a eficiência e, em última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional.
7.      Diga qual o conteúdo da Declaração de Salamanca.
Documento elaborado na Conferência Mundial sobre Educação Especial, em Salamanca, na Espanha, em 1994, com o objetivo de fornecer diretrizes básicas para a formulação e reforma de políticas e sistemas educacionais de acordo com o movimento de inclusão social.
A Declaração de Salamanca é considerada um dos principais documentos mundiais que visam à inclusão social, ao lado da Convenção de Direitos da Criança (1988) e da Declaração sobre Educação para Todos de 1990. Ela é o resultado de uma tendência mundial que consolidou a educação inclusiva, e cuja origem tem sido atribuída aos movimentos de direitos humanos e de desinstitucionalização manicomial que surgiram a partir das décadas de 60 e 70.
A Declaração de Salamanca é também considerada inovadora porque, conforme diz seu próprio texto, ela “... proporcionou uma oportunidade única de colocação da educação especial dentro da estrutura de ‘educação para todos’ firmada em 1990 (...) promoveu uma plataforma que afirma o princípio e a discussão da prática de garantia da inclusão das crianças com necessidades educacionais especiais nestas iniciativas e a tomada de seus lugares de direito numa sociedade de aprendizagem”.
A Declaração de Salamanca ampliou o conceito de necessidades educacionais especiais, incluindo todas as crianças que não estejam conseguindo se beneficiar com a escola seja por que motivo for. Assim, a idéia de "necessidades educacionais especiais" passou a incluir, além das crianças portadoras de deficiências, aquelas que estejam experimentando dificuldades temporárias ou permanentes na escola, as que estejam repetindo continuamente os anos escolares, as que sejam forçadas a trabalhar, as que vivem nas ruas, as que moram distantes de quaisquer escolas, as que vivem em condições de extrema pobreza ou que sejam desnutridas, as que sejam vítimas de guerra ou conflitos armados, as que sofrem de abusos contínuos físicos, emocionais e sexuais, ou as que simplesmente estão fora da escola, por qualquer motivo que seja.
Uma das implicações educacionais orientadas a partir da Declaração de Salamanca refere-se à inclusão na educação. Segundo o documento, “o princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças deveriam aprender juntas, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que possam ter. As escolas inclusivas devem reconhecer e responder às diversas necessidades de seus alunos, acomodando tanto estilos como ritmos diferentes de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade a todos através de currículo apropriado, modificações organizacionais, estratégias de ensino, uso de recursos e parceiras com a comunidade (...) Dentro das escolas inclusivas, as crianças com necessidades educacionais especiais deveriam receber qualquer apoio extra que possam precisar, para que se lhes assegure uma educação efetiva (...)”.
8.      Quais as Linhas de Ação propostas pela Declaração de Salamanca.
Seu objetivo é informar sobre políticas e guias ações governamentais, de organizações internacionais ou agências nacionais de auxílio, organizações não governamentais e outras instituições na implementação da Declaração de Salamanca sobre princípios, Política e prática em Educação Especial.
9.      A Declaração de Salamanca é uma Lei, um decreto, uma Resolução ou nenhum destes documentos citados? Justifique.
A Declaração de Salamanca (Salamanca - 1994) trata dos Princípios, Política e Prática em Educação Especial. Trata-se de uma resolução das Nações Unidas adotada em Assembléia Geral, a qual apresenta os Procedimentos-Padrões das Nações Unidas para a Equalização de Oportunidades para Pessoas Portadoras de Deficiências. A Declaração de Salamanca é considerada mundialmente um dos mais importantes documentos que visam a inclusão social, juntamente com a Convenção sobre os Direitos da Criança (1988) e da Declaração Mundial sobre Educação para Todos (1990). Faz parte da tendência mundial que vem consolidando a educação inclusiva. Sua origem é normalmente atribuída aos movimentos em favor dos direitos humanos e contra instituições segregacioanistas, movimentos iniciados a partir das décadas de 60 e 70 do século XX.
10.  Como eram tratadas as pessoas com deficiências, na Antiguidade. Por quê?
Nessa época, as pessoas diferentes, ou seja, com limitações especiais e necessidades diferentes, era praticamente exterminado por meio do abandono, o que não representava um problema de natureza ética ou moral. Portanto têm-se outros relatos que os cegos, os mancos e os leprosos a maioria dos quais sendo pedintes ou rejeitados pela comunidade, seja, pelo medo de doença, seja porque se pensava que eram amaldiçoados pelos deuses. Assim a única profissão para os retardados mentais que foram encontrados na literatura antiga é a de bobo ou palhaço para a diversão dos senhores e de seus hóspedes.
11.  Quais as principais mudanças ocorridas no âmbito da Educação Especial, nos últimos tempos?
Em fins da década de 60, a integração surgiu como palavra de ordem para os que se interessavam e estavam envolvidos com o seu atendimento. A integração é o processo que visa ao estabelecimento de condições que facilitem a participação da pessoa portadora de necessidades educativas especiais na sociedade, obedecendo aos valores democráticos de igualdade, participação ativa e respeito a direitos e deveres socialmente estabelecidos.
A colocação do aluno, por exemplo, numa escola especial, significou um retrocesso, numa época, num espaço. Entretanto, para alguns deles, que se encontravam anteriormente em hospitais, representou um avanço social. Quanto às classes especiais, permitiram que os alunos vivessem experiências como os demais alunos em várias situações escolares, no que houve um retrocesso, se comparar com outros países que nesta época mantinham o aluno com deficiência mental leve em escolas especiais, houve um avanço.
De certo modo, essa prática estava associada aos movimentos de desrotulação e desinstitucionalização. Eles abriram caminho para o surgimento do paradigma da inclusão, como desafio a todos nós educadores, para o 3º milênio – matricular todas as crianças e jovens nas escolas regulares da comunidade em que vivem, a menos que existam fortes razões para agir de outra forma.

 Com uma opção política pela organização de um sistema educacional  inclusivo vem coroa um movimento para assegurar a todos os cidadãos, inclusive aos com necessidades educacionais especiais, a possibilidade de aprender a administrar a convivência digna e respeitosa numa sociedade complexa e diversificada.
12.  Explique o que é um paradigma e descreva quais os paradigmas estudados, fazendo uma distinção entre eles.
Paradigma é um modelo, padrão. Paradigmas é o conjunto de idéias, valores e ações, que contextualizam as relações sociais. O paradigma de institucionalização em que as pessoas com deficiência eram segredadas da sua família, mas também banido da sociedade e o paradigma de serviço o deficiente é integrada, ao convívio em sociedade e que a sociedade tinha que organizar os serviços e os recursos. Outro paradigma de suporte que diferencia do outro dois nesse a sociedade se reorganizada de forma a garantir o acesso de todos os cidadãos (inclusive os que têm deficiência) a tudo o que a constitui e caracteriza independentemente das peculiaridades individuais.  Nesse está à inclusão social que não é um processo que envolva somente um lado, mas sim um processo bi-dimensional, que envolve ações junto à pessoa com necessidades educacionais especiais e ações junto à sociedade.
13.  Conceitue preconceito e segregação e diga por que eles acontecem.
Ø  Segregação – Foucault a partir dos anos 60 utiliza o termo exclusão, da mesma forma que banimento, reclusão, expulsão. Ou seja, isolamento da sociedade.
Ø  De acordo com o dicionário Aurélio Buarque (2001) Preconceito – SM.Idéia preconcebida. Suspeita, intolerância, aversão a outras raças, credos, religiões, etc.
São dois conceitos distintos, porém trazem o mesmo selvagerismo, quando “eu” não respeito o outro, ao mesmo tempo em que surge o preconceito este traz imbricado a segregação, pois através do preconceito isolamos e banimos as pessoas da sociedade.
14.  Conceitue Inclusão Escolar.
Diante de tudo o que foi exposto no decorrer do trabalho pode perceber que o cérebro é um sistema aberto, cheio de plasticidade e que pode estar sujeito a novas funções, sem que precise haver modificações nele próprio. Assim sendo, os portadores de necessidades especiais – deficientes visuais, auditivos e físicos – e até mesmo os deficientes mentais devem freqüentar as classes regulares, pois a mediação dos demais colegas irá beneficiar a todos com ou sem deficiência. Inclusão escolar seria desenvolver as dimensões cognitiva, afetiva, social e motora para o processo de aprendizagem desse aluno, possibilitar não só o acesso, mas a permanência desse aluno na escola.
15.  Faça a distinção entre diferenças e deficiência.
Ø  Diferenças são as diversidades sócio- cultural. Cada cultura é uma cultura, não há melhores ou piores, quando se vive experiências distintas, umas ensinam às outras, ou aprendem com as outras.
Ø  Deficiência é quando uma pessoa possui uma limitação física, sensoriais ou mentais, biológica ou adquirida. 
16.   Em sua opinião, o que leva as pessoas a terem atitudes preconceituosas, em relação aos indivíduos com deficiência?
O que leva as pessoas serem preconceituosas é a incapacidade de se colocar no lugar do outro, é inaceitável a atitude que nós seres ditos “normais” colocamos em relação à uma pessoa que não tem culpa de ter nascido assim. Quando somos preconceituosos não nos damos conta que isolamos essa pessoa do convívio com a comunidade, frutos da ignorância e da indiferença. Creio que o que leva uma pessoa ser preconceituosa é não pensar no dia de amanhã, menos quando temos todos os membros funcionando não estamos escape a sofrer alguma limitação no decorrer da nossa vida. E muitas vezes é preciso perder para nos conscientizar de certos atos.
17.  Que medidas podem ser adotadas pela escola e pela sociedade em geral, para quebrar esses preconceitos?
Não existe uma receita pronta e acabada, mas creio que se deixasse de hipocrisia e dessas políticas públicas vergonhosas do governo, já seria um grande avanço. Em lugar de outdoors, congressos, que na verdade quem participa não é um deficiente, sim uma pessoa intitulada para representá-lo sem possuir nenhuma limitação. Isso precisa mudar quem tem que falar o que esse grupo de pessoas precisa é alguém que viva o preconceito dia-dia e não uma pessoa que não sabe se quer a realidade dessa pessoa. Em lugar de “encher lingüiça” na televisão colocar as mãos na obra, “aí sim as coisa iram funcionar” e se na acabasse com o preconceito, creio que pelo menos seria reduzido.
18.  Leia o Artigo da Constituição Brasileira de 1988, a seguir e responda a questão a.
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Diante da garantia do “direito de todos”, proclamado neste Artigo da Constituição, faça uma análise da educação brasileira, enfocando as contradições sociais que impedem que tal direito seja verdadeiramente garantido a todas as pessoas.
Como professor investigador, ao longo da graduação percebe-se que isso não acontece de fato. A constituição é muita linda, porém cheia de contradições.
Como foi citada no artigo acima, a educação é um direito de todos, então o que é que está sendo feito?
Todos estão sendo matriculados em escolas de ensino regular, mas quando chega nessa escola, o professor não está preparado para receber este aluno, a escola também não, e muito menos os demais funcionários. Então já temos a primeira contradição como oferecer vagas se não tem mão de obra especializada?
Segundo se essa limitação for física, a escola não tem estrutura para que esse aluno tenha acesso à escola. Se à escola é inclusiva o que diria a constituição? Não diria nada, pois estão preocupados com quantidade, e não com qualidade. Quando crescer o número de evasão, a culpa é do aluno, sempre há um culpado, mas nunca uma solução. Terceira e última é a preparação para o trabalho, se prepara uma mão de obra, a qual o mercado não absorve, não há empregos. Portanto o “direito de todos” só se faz valer na constituição.
19.  Conceitue Educação Especial.
De acordo com Ana Isabel T.M PINHEIRO e Amalia ANGELIDES definem a educação especial como “sendo o conjunto de procedimentos especializados com finalidade do aproveitamento do potencial existente nos indivíduos portadores de Deficiência Mental”.
Darcy RAIÇA e Maria Tereza, por seu turno, definem educação especial como “a atuação técnica e pedagógica, destinada àqueles que necessitam de uma forma específica de atendimento.[1]
20.   Estabeleça a diferença entre Escola Especial e Escola Regular.
Ø  Escolas especializadas – são escolas instaladas para o atendimento educacional de crianças excepcionais, servindo geralmente a um determinado tipo de excepcionalidade (treináveis). Porém a maioria dessas escolas se organiza para o atendimento de crianças deficientes mentais educáveis e treináveis.
Tais escolas podem oferecer a vantagem de se organizarem para o atendimento específico de determinadas necessidades e contarem com serviços auxiliares mais amplos, tais com: serviço médico, social e psicológico, terapêutico e outros. 
Ø  Escola Regular – são escolas instaladas para o atendimento de crianças ditas “normais”. Pode atender um público de crianças a adultos dependendo do grau de ensino que atende.
21.  Leia o princípio inclusivo a seguir e explique como ele pode ser realizado, na prática:
Ø  Toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidade de aprendizagem que são únicas.
Nos movimentos sociais vinculados aos direitos das pessoas portadoras de deficiência, é sabido, sempre esteve presente de forma veemente a preocupação em informar as sociedades de todo planeta de que muitas das deficiências não significam incapacidade para quem a porta. Ou seja, independente da limitação, que nem sempre atinge os limites da incapacidade. A grande maioria está apta a expressar sua vontade, a exercer seus direitos e os quer exercer. Têm necessidade de aprender, têm curiosidade, e muitas habilidades.
Creio que na pratica esse princípio funcionaria se fosse dadas as ferramentas a essas crianças, Demerval Saviani aborda que só vamos acabar com a divisão de classes quando dermos a mesmas ferramentas (conteúdos) para a classe dominada. Esse conceito se aplica muito bem nesse sentido, se dermos as mesmas possibilidades a essas crianças, para que possam ter as mesmas oportunidades.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BEVERVANÇO, Rosana B. Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Da exclusão à igualdade). Curitiba, 2001.
FOUCALT, M. A História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo: Editora Perspectiva, Coleção “Estudos”, 1978.
Programa de Capacitação de Recursos Humanos do Ensino Fundamental Educação Especial. Séries Atualidade Pedagógicas. MEC, 1998.
Secretaria de Educação Especial. Educação Especial no Brasil. Série Inst. 2/MEC/SEESP. Brasília, 1994.

MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos. "Declaração de Salamanca" (verbete). Dicionário Interativo da Educação Brasileira - educabrasil. São Paulo: Midiamix Editora, 2002.
http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=109, visitado em 10/6/2010.
FERNANDES, Francisco, Dicionário de Verbos e Regimes, 44.ª ed., São Paulo: Globo, 2001. Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda, Miniaurélio, 7.ª ed.,
FOUCAULT, M. A História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo: Editora Perspectiva, Coleção “Estudos”, 1978.













[1] BERVANÇO, Rosana Beraldi. Direitos da pessoa portadora de deficiência (Da exclusão à igualdade). Curitiba, 2001. (pág.120)

INVESTIGAÇÃO E PRÁTICA PEDAGÓGICA II - ESCOLA MARILDA GOUVEIA







Universidade Federal do Acre – UFAC.
Centro de Educação Letras e Artes – CELA.
Curso de Letras Português. 2° Período.




INVESTIGAÇÃO E PRÁTICA PEDAGÓGICA DA LÍNGUA PORTUGUESA II 





Rio Branco – Acre.
JULHO/2009.

                                                  



ADRIANA ALVES 
ERISON BENTO
SUZANA LIMA
WILLIANICE  MAIA

                                        
1. INTRODUÇÃO

O trabalho visa uma pesquisa investigativa, através de estudos na escola de ensino fundamental Marilda Gouveia Viana, para a disciplina de investigação e prática da língua portuguesa, que tem por objetivo mostra sua estrutura física de um modo geral, todo seu imobiliário, caracterização da escola, histórico, visão abrangência e concepção, também episódios vivenciados na escola.
Com essa investigação analisamos toda uma concepção da escola Marilda Gouveia Viana. Ela tem como propósito formar pessoas na atividade de formação para atuação voluntária no mundo, tendo em vista a integração de esforços entre o “sentir, o pensar e o agir”.
Desenvolvendo a sensibilidade, a capacidade de relacionamento interpessoal e ou grupal, fortalecendo a identidade e o sentido de responsabilidade ética social, a fim de compartilhar várias idéias na comunidade escolar, sempre com responsabilidade, ética e social, buscando o domínio dos instrumentos para o exercício do pensamento crítico e criativo.
Elegendo tais princípios como centro de preocupação da nossa comunidade escolar, esperamos formar cidadãos compromissados com o desenvolvimento político e social de nosso país, afinal, a tarefa da escola é de disponibilizar, ao educando as ferramentas mínimas para se inserir no mundo do trabalho.
Toda essa estrutura, essa concepção, visão, gestão, está detalhadamente escrito e exposto no nosso trabalho, nós discentes da UFAC do curso de letras e futuros professores de língua portuguesa, aplicamos uma atividade de redação com o título “a importância da leitura”. Obtivemos resultados pouco satisfatórios, onde falta mais interesse por parte dos alunos, no desempenho das atividades e também, mais educação por parte dos pais. Foi observado também que, o que falta na escola Marilda Gouveia Viana é mais qualidade não por parte do gestor, mais pelos nossos governantes. Que na verdade essa qualidade falta em quase todas as escolas pública do Brasil.
2. OBJETIVOS
2.1. OBJETIVOS GERAIS:
  • Ÿ Desenvolver o senso investigador, observar de modo geral como funciona na prática o ensino escolar;
  • Ÿ Conhecer na prática as peculiaridades do campo de atuação da prática pedagógica;
  • Ÿ  Identificar a realidade vivida no cotidiano das escolas públicas.

2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
  • ŸConhecer a estrutura física da Escola Marilda Gouveia Viana, como também, seu modelo de trabalho junto à comunidade que está inserida;
  • Ÿ Enumerar as características do corpo docente da instituição e do corpo discente em perspectivas de ensino;
  • Ÿ  Identificar as características da comunidade e sua influência no campo escolar;
  • Ÿ Conhecer os projetos pedagógicos desenvolvidos na Escola Marilda Gouveia Viana, bem como, os projetos que ainda estão em pauta para serem futuramente desenvolvidos.

3. METODOLOGIA
  • João Eduardo 25 anos;
  • Ÿ Relatório de aproveitamento dos alunos, extraído da escola Marilda Gouveia Viana;
  • Ÿ Questionário de entrevista com os alunos da escola;
  • Ÿ Entrevista com alguns pais de alunos, matriculados na Escola Marilda Gouveia Viana.
4. CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA
Está relacionada com aspecto histórico, estrutura física e curricular do ambiente escolar. A mesma está dividida em: histórico da escola; estrutura física; mobiliário, equipamento e recursos materiais; além de recursos financeiros; projetos desenvolvidos na escola; modelo de gestão; deficiências e potencialidades da unidade escolar.
4.1. HISTÓRICO DA ESCOLA
Instituição de Ensino Público Estadual, com sede na cidade de Rio Branco, Estado do Acre, inscrita no cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) sob o número 01.193.724/0001-61.
A ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL MARILDA GOUVEIA VIANA foi inaugurada no dia 13/05/1986, portaria 0837/1989 de 07/12/1989, autorizada a funcionar pelo Decreto Governamental n° 10 de 07/02/1979, do Sr. Nabor Teles da Rocha Júnior, Governador do Estado do Acre na época, Decreto Estadual de n ° 61 de 01/02/1990, ratificada a criação e denominação pelo Decreto n° 8721 de 1° de outubro de 2003, publicado no D.O.U n° 8635 de 02/10/2003 e Portaria n° 1783  GAB de 30/05/2007.
 É uma Instituição Estadual de Ensino que visa a desenvolver a Educação Básica, nos seus níveis: Ensino Fundamental de 5° a 8° série e Educação dos jovens e Adultos, através de modalidade supletiva no nível fundamental e médio.
É mantida pelo Governo do Estado do Acre, através da Secretaria de Estado de Educação, nos termos da Legislação Federal, Estadual e Municipal em vigor.
CRIAÇÃO DA ESCOLA
O nome da escola é uma homenagem prestada à Professora Marilda Gouveia Viana. Encontra-se a escola situada à Rua Campo Grande, n° 940 - Bairro João Eduardo I. Atualmente, a mesma está sob a direção do professor Onildo Ximenes Muniz, eleito pela comunidade escolar no ano de 2003. Anteriormente já foi administrada pelos seguintes gestores (as):
[   Profº. Antônio Modesto do Nascimento;
[   Profª.  Francisca Gercina Vieira Figueiredo;
[   Profª. Rosa Maria Soares da Silva;
[   Profª. Grace Maria Fernandes Oliveira;
[   Profª. Miraceli Gomes de Freitas.

 No ano de 2007, completou 21 anos, tendo 634 alunos matriculados. No Ensino Fundamental de 5° a 8° série, no 3º e no TELECURSO 2000, ensino distribuído em três turnos. Funcionando nos dois primeiros turnos o Ensino Fundamental e Médio.
Quanto ao quadro de funcionários da escola compõem-se de:
[   03 Coordenadores pedagógicos;
[   01 Coordenadora de ensino;
[   01 Coordenadora administrativa;
[   41 Funcionários de apoio do quadro permanente;
[   07 Funcionários de apoio provisório;
[   41 Professores do quadro permanente;
[   Professores do quadro provisório.

4.1.1. VISÃO DA ESCOLA
O novo paradigma, o papel da educação na sociedade tecnológico, coloca a escola como foco das atenções para além da sua responsabilidade de garantir o sucesso do aluno. A primeira é a de que as diretrizes e a política educacional, por si só, não são instrumentos eficazes de mudança educacional. O que os professores, gestores, coordenadores e alunos fazem dentro da escola, com o fruto dos processos, ali desenvolvidos, pode reduzir, de modo significativo, o impacto da política educacional, como pode ser instrumento eficaz para as mudanças educacionais. A escola precisa ser vista como um sistema composto de partes interligadas que visam a um objetivo comum, o desempenho superior do aluno. Segundo, a escola precisa ser vista como uma organização social que tem objetivo dispõe de recursos materiais e humanos e tem uma clientela a atender. Mas que isso, situa-se no campo das realidades econômicas e sociais diferentes; por isso, é fundamental se organizar em função dessa particularidade. Portanto, a escola precisa definir sua identidade, e seus métodos, sem nunca perder de vista seus objetivos fundamentais, que é o de preparar as novas gerações e a integrarem crítica e produtivamente na sociedade. Estando sempre aberta a novas adequações, no sentido de melhor atender a sua clientela. Desse modo, temos a certeza de construirmos um projeto de escola adequado às condições de nossa comunidade. 
4.1.2. PROPOSTA PEDAGÓGICA
Fundamenta-se na concepção de uma educação que anseia formar sujeitos autônomos, cooperativos, que formulem conceitos partindo dos conhecimentos apreendidos. Uma formação global do aluno, sempre valorizando todas as expressões científicas, artísticas, religiosas e culturais. Entende-se como marco prioritário o respeito à individualidade, fortalecendo a expressão e o espaço de cada um. Relações sinceras e comprometidas em que cada um é responsável e participante do processo ensino - aprendizagem, bem como do espaço físico e social da nossa escola que faz parte de nosso dia-a-dia.
Para que possamos concretizar essas finalidades, é preciso que tenhamos uma concepção de sociedade para assim, seguirmos lutando e prosseguirmos a trajetória de pensar, refletir e propor, de fato, novas estratégias políticas de resistência contra o marasmo educacional. Enfim, seguirmos sonhando com uma sociedade justa e democrática: Que dê condições reais de exercício da cidadania; Seja dialética na construção dos sujeitos, pensando, principalmente, nas questões de desenvolvimento étnico e cultural do universo escolar; Dê conta das necessidades básicas do desenvolvimento humano, respeitando o pluralismo de concepções; Construa uma eqüidade social, através de um modelo de justiça social que garanta a participação efetiva de todos os cidadãos na distribuição das riquezas econômicas, culturais, sociais, políticas e educacionais.
4.1.3. MISSÃO DA ESCOLA
Nortear-se-á pelos princípios e fins da educação, estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, respeitando à legislação correlata vigente e superveniente, tendo como missão o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e a sua preparação geral para o mundo do trabalho com abrangência alunos pré-adolescentes, adolescentes e adultos, estabelecendo uma relação pessoal com o educando para acompanhar o seu desenvolvimento, acolhê-lo como um todo, ajudá-lo na ordenação e uso responsáveis da liberdade dos seus talentos e de suas habilidades. Além disso, reconhecer as limitações e incentivá-lo a superar ou a conviver com elas. Nessa perspectiva, esses educando, juntamente com o professor e demais membros da escola, assumem a co-responsabilidade no desenvolvimento da prática educativa e as práticas sociais global, construídas no cotidiano pedagógico. Considera-se, pois, que tanto o Ensino Fundamental quanto a Educação de Jovens e Adultos, propostos por essa instituição, alicerça-se nas seguintes finalidades: A compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamentam as sociedades; O desenvolvimento da habilidade, a formação de atitudes e valores; O fortalecimento dos vínculos da família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que assenta a vida social; A valorização da pessoa humana, do trabalho individual e coletivo; E as participações sociais, pela qual o aluno é levado à compreensão da reciprocidade de direitos e deveres.
4.2. Estrutura Física
A escola Estadual de Ensino Fundamental Marilda Gouveia Viana, situada à Rua Campo Grande n° 940 Bairro João Eduardo I. Prédio construído em alvenaria, sendo assim estruturado:
[  10 salas de aulas;
[  01 coordenação;
[  01 sala da diretoria;
[  01 secretária;
[  01 sala de professores;
[  01 biblioteca;
[  01 sala de laboratório de informática;
[  10 banheiros dos alunos, sendo 05 masculinos e 05 femininos, havendo 02 destinados para deficientes físicos (masculino e feminino);
[  03 banheiros dos funcionários, sendo 01masculino, 01 feminino e outro unissex;
[  01 quadra poliesportiva;
[  01 cantina;
[  02 dispensas;
[  01 pátio;
[  05 corredores;
[  01 espaço do terreno gramado;
[  01 espaço sem grama ao redor da quadra;
[  Escola murada, sendo na frente muro gradeado;
[  Terreno com espaço todo arborizado (contendo 16 árvores). 

4.3. MOBILIÁRIO, EQUIPAMENTOS E RECURSOS MATERIAIS
Nas salas de aulas (em cada uma):
Ÿ  40conjuntos de mesas com cadeiras;
Ÿ  02 quadros (01 para giz e outro para pincel);
Ÿ  01 armário;
Ÿ  01 conjunto de mesa com cadeira para o professor;
Ÿ  03 ventiladores.
Observação: Salas medindo 8,35 por 6,40cm, pequena para comportar 40 alunos, além de muito quente e pouco ventilada.

Na sala da coordenação:
Ÿ  04 armários;
Ÿ  01 computador com mesa;
Ÿ  02 mesas e 04 cadeiras;
Ÿ  01 estante com 215 livros de diversas disciplinas incluindo revistas;
Ÿ  01 ventilador;
Ÿ  04 lâmpadas;
Ÿ  01 bebedouro em ótima conservação e limpeza;
Ÿ  01 televisão de 20’;
Ÿ  08 xícaras com seus devidos pires;
Ÿ  02 cestos de lixos;
Ÿ  03 caixas de arquivos;
Ÿ  02 vasinhos de flores de plásticos como decoração;
Ÿ  02 janelas com grades, boa iluminação e arejada;
Ÿ  01 ar condicionado;
Ÿ  Calendário, grampeador e materiais didáticos.
Na sala da diretoria:
Ÿ  03 mesas com 02 gavetas;
Ÿ  01 mesa de computador;
Ÿ  05 cadeiras;
Ÿ  01 ventilador;
Ÿ  01 ar condicionado;
Ÿ  01 televisão;
Ÿ  01 receptor de antena;
Ÿ  01 rack;
Ÿ  01 computador;
Ÿ  01 impressora;
Ÿ  01 copiadora;
Ÿ  01 armário;
Ÿ  01 arquivo;
Ÿ  01 aparelho de som;
Ÿ  02 janelas gradeadas;
Ÿ  04 lâmpadas.
Observação: Em entrevista com o gestor, este informou que para ser gestor de escola é necessário que, tenha graduação plena, depois está 05 anos atuando no exercício do magistério, fazer o curso de gestor, onde a nota mínima é 7,0, para finalmente se candidatar ao cargo e esperar ser eleito pela comunidade.
Na sala da secretária:
Ÿ  02 computadores;
Ÿ  02 impressoras;
Ÿ  04 mesas completas com 03 gavetas(cada uma);
Ÿ  01 mesa pequena;
Ÿ  06 cadeiras;
Ÿ  04 armários( arquivos antigos, pajeias, documentos diversos, livros de ponto entre outros);
Ÿ  02 arquivos( pedidos de transferências/2008, alunos desistentes e transferidos 1986  a 2004, alunos não transferidos 2007, cadastro dos funcionários/2008, matrículas canceladas, fichas do posto de saúde, no outro, fichas dos alunos e relatórios);
Ÿ  03 caixas de arquivos (destinada para cada turno);
Ÿ  01 ventilador;
Ÿ  04 lâmpadas;
Ÿ  03 janelas gradeadas e arejadas;
Ÿ  01 quadro de avisos (mural).

Na sala dos professores:
Ÿ  02 armários verticais;
Ÿ  01 armário horizontal;
Ÿ  01 mesa com 11 cadeiras;
Ÿ  01 ventilador;
Ÿ  01 televisão;
Ÿ  02 lâmpadas;
Ÿ  01 lâmpada de emergência.
Na biblioteca:
Há 1513 livros, que são de 5º a 8º série durante o dia. A noite tem telecurso, que abrange o ensino médio, 80% do acervo de livros são novos, sendo classificado na categoria A, B e C.
Classificação A:
Ex: As 100 melhores contos de amor da literatura universal.  Autor: Flávio M. da Costa. Antes que o mundo acabe.Autor: Marcelo Carneiro.
Classificação B:
Cânticos, autor Cecília Meireles. Doidinho (romance), autor José Lins do Rego.
Classificação C:
PNBE( Programa Nacional de Biblioteca na Escola) de 5º a 8º série.
Livros:
A cidade das feras, autor: Isabel Allende;
Quem? Eu? Autor: José Paulo Pães.
Essas divisões são para definir conteúdos específicos para os alunos do ensino fundamental da escola Marilda Gouveia.
Livros didáticos:
Português, matemática, geografia, história e ciências.
Resumo da biblioteca:
Biblioteca com mesas e cadeiras novas, bem climatizada e organizada.
Há 05 mesas, cada uma com 04 cadeiras e 1513 livros, sendo responsável pela a mesma a Srª Salomé Saraiva.

Na sala de informática:
§  10 computadores;
§  01 armário com 12 portas para guardar material;
§  01 quadro de pincel;
§  01 televisão 20’;
§  01 rack;
§  01 retro projetor;
§  10 cadeiras;
§   Mesa longa que comporta 03 computadores com CPU;
§  06 lâmpadas;
§  02 ventiladores.

No banheiro dos alunos, há 04 pias, 01 torneira e 01 espelho grande (masculino e feminino).
No banheiro dos funcionários, há 02 compartimentos, um para pia com torneira e espelho. E outro somente para o vaso sanitário.

Na cantina
§  01 fogão industrial;
§  01 pia com 02 lugares;
§  Balcão em mármore;
§  02 freezers grandes;
§  01 geladeira;
§  Pratos, copos e colheres suficientes;
§  01 ventilador de teto;
§  13 janelinhas, bastante iluminada com 08 lâmpadas.
Observação: no local, em cada turno trabalham 03 merendeiras e tem cardápio diferenciado todos os dias, o mesmo é elaborado pela secretária, e enviado às escolas. Cardápio em anexo 1.
Na dispensa de alimentos:
§  01 armário de ferro( para guardar utensílios domésticos);
§  02 estantes grandes com arroz, feijão, macarrão, bolachas, óleo, sal, colorau, biscoito, suco e ovos;
§  09 panelas (de aproximadamente 50 litros);
§  06 leiteiras grandes (de aproximadamente 50 litros);
§  02 caçarolas grandes.
Na dispensa de material de limpeza:
§  01 armário com 06 portas;
§  01 pia com 03 lugares;
§  06 baldes (pretos);
§  06 vassouras;
§  06 escorredores;
§  Materiais de limpeza do mês (Q. boa, sabão em pó, esponja de aço, sabão líquido);
Observação: Ambiente arejado e gradeado.

No refeitório:
§  01 televisão 20’;
§  01 relógio;
§  08 lâmpadas;
§  01 caixa de som amplificada;
§  10 mesas longas;
§  20 bancos( que comporta em cada um 04 alunos);
IMPORTANTE: Na hora do lanche, há momento de lazer com música.

Na escola ainda têm:
§  06 extintores;
§  01 antena parabólica;
§  01 sky;
§  02 lixeiras grandes nos corredores;
§  01 bebedor com 05 torneiras.
§  No pátio principal, 03 mastros com as bandeiras do Acre e Brasil;
§  01 telefone público;
§  Lugar apropriado para armazenar botijão de gás (havendo 04 botijas).

4.4. RECURSOS FINANCEIROS:
São divididos em duas partes: Estadual e Federal. Os recursos do PDE Estadual (Plano de Desenvolvimento da Escola) são passados para o gestor aplicar na escola da maneira que achar necessário, não obtendo regras de divisão, porém tem que ser feito uma licitação para que venha a verba.
         Já o PDF Federal (mandado pelo MEC), tem um critério de divisão estratégico, que são 30% destinado há material permanente, como por exemplo, a compra de som, armário, computadores e etc., ou seja, materiais que tenham durabilidade de no mínimo 02 anos. E 70% são usados em material de consumo, como material de limpeza, peças de computadores, parte elétrica e etc.
4.5. PROJETOS DESENVOLVIDOS NA ESCOLA
A escola participou da 4º olimpíada brasileira de matemática das escolas públicas OBMEP 2008. Tais informações se encontram em anexo 2.
Observação: SIC (Segundo Informações Colhidas), também participou das olimpíadas de Língua Portuguesa, mas não obtivemos dados dessa participação, pois segundo a orientadora, o documento se extraviou.
4.6. MODELO DE GESTÃO
A gestão é democrática, onde todas as decisões são tomadas junto com a direção e conselho escolar, no qual esse último tem o poder de decidir e aprovar os projetos.
4.7. DEFICIÊNCIAS E POTENCIALIDADES DA UNIDADE ESCOLAR
O que falta na escola é:
§  Cobertura para quadra (suma urgência);
§  Arquibancadas para quadra;
§  01 auditório;
§  01 laboratório de ciências;
§  Mais salas de aula, para atender a demanda do bairro;
§  Salas maiores para deixarem de serem super lotadas;
§  Cobertura entre o pátio e salas, evitando assim, o calor e os reflexos do sol nas salas.
5. CARACTERÍSTICAS DA COMUNIDADE
Que está inclusa a informação relativa à geografia e história da comunidade, perfil sócio econômico, comunidades atendidas pela escola e a participação dos pais na vida escolar dos filhos.
5.1. INFORMAÇÕES RELATIVAS À GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA COMUNIDADE
Bairro João Eduardo
Alguns bairros de Rio Branco foram formados numa época de conflito e violência, mas também de esperança e idealismo.
O qual não fica de fora o bairro João Eduardo. Este bairro localiza – se entre os bairros floresta, novo horizonte, castelo branco, Palheral, Pista e Bahia. Segundo a prefeitura, o bairro João Eduardo I tem uma extensão de aproximadamente 42,6 hectares e originou-se a partir de uma ocupação iniciada por volta de 1974. Quanto ao João Eduardo II, tem uma extensão de 37,2 hectares de terras e originou-se de uma ocupação realizada numa terra do governo, depois que grande parte dos lotes do João Eduardo I já tinham sido demarcados e ocupados.
         A formação dos bairros João Eduardo I e II deram-se por volta de 1971 a 1982. Seu nome é uma homenagem ao líder comunitário João Eduardo do Nascimento, ex-seringueiro, nascido em 23 de junho de 1943 no seringal jurupari, próximo ao município de Feijó, que veio para a cidade de Rio Branco nos anos 70. Algum tempo depois veio morar no bairro Bahia, onde era monitor da igreja católica e fazia parte dos direitos humanos da diocese.
         João Eduardo do Nascimento foi escolhido como presidente da Comissão Demarcadora dos Lotes, com a finalidade de organizar a distribuição dos terrenos, obtendo autorização do Gabinete do Governador Joaquim Falcão Macedo para demarcar os lotes e locais onde iriam passar as ruas.
         Alguns pontos são perceptíveis quanto àquele local: a migração da zona rural para a urbana, as andanças populacionais para o local, a especulação urbana e os conflitos pela terra, muitos deles armados, dentre os quais um deles veio acarretar a morte de João Eduardo, no dia 18 de fevereiro de 1981.
5.2. PERFIL SÓCIO - ECONOMICO
Como todos os bairros de Rio Branco, o João Eduardo possui umas populações diversificadas, abrangendo todas as classes sociais, sendo predominantes às classes menos favorecidas, tendo algumas famílias acima da linha de pobreza, necessitada de auxílio psicológico devido à grande desestrutura familiar.
Pode-se dizer que o bairro é periférico parcialmente desestruturado, as maiorias das ruas não são pavimentadas, não tem rede de esgoto, sendo um completo descaso do poder público, principalmente em relação a segurança pública.
A rua principal do bairro chama-se Campo Grande, possui uma grande variedade de pontos comerciais, desde panificadora a lojas de eletros domésticos e confecções, sendo caracterizada como um centro comercia
5.3. COMUNIDADES ATENDIDAS PELA ESCOLA

A escola atende não apenas o bairro João Eduardo I, mas também os bairros adjacentes como: Bahia, Palheral, Sobral, Pista, Glória, Plácido de Castro, Boa União, Airton Sena e outros.
5.4. PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA VIDA ESCOLAR DOS FILHO
A participação dos pais é um completo descaso se faz uma reunião somente 30% dos pais comparecem. Os alunos não têm nenhum acompanhamento, os pais colocam os filhos no estabelecimento de ensino, como se quisesse livrar-se deles, e acham que a escola tem toda a obrigação de educar, não ensinam boas maneiras nem respeito, causando assim um grande desafio para a parte docente, que tem que conviver com o desrespeito e o medo da agressão por parte dos discentes, porém a escola Marilda Gouveia Viana, vem trabalhando junto com seus colaboradores e a comunidade para trazer os pais dos alunos para o conviveu escolar, difundindo atividades sócio-educativas.
6. CARACTERÍSTICAS DO CORPO DOCENTE
Nessa encontra-se informação sobre os docentes da escola Marilda Gouveia Viana, como formação, planejamento pedagógico e dificuldades enfrentadas.
6.1. FORMAÇÃO DOS DOCENTES
            A escola Marilda Gouveia Viana tem em seu quadro 100% dos docentes graduados, não havendo nenhum docente com outra especialização, conforme demonstra o gráfico abaixo:



Gráfico 1: Formação dos docentes da Escola Marilda Gouveia Viana.

6.2. PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO
Antes do gestor Onildo Ximenes Muniz, a escola era uma desorganização total, hoje mudou, está organizada e evoluindo. Os planos de aula são feitos semanalmente, onde as atividades são feitas por professores e coordenadores.

6.3. DIFICULDADES ENFRENTADAS.
Falta de materiais didáticos, como por exemplo, giz.
Observação: Foi realizada uma entrevista com o professor de Língua Portuguesa (Jarner), onde foi questionado sobre os seguintes aspectos:
Perguntado ao professor qual a deficiência dos alunos, o mesmo respondeu: a falta de leitura, por isto eles têm dificuldade de escrever. E ainda completou no máximo 05 alunos gostam de ler.
Perguntado ao professor se usa algum método para incentivar os alunos na leitura. Respondeu: sim, trago textos para serem lidos em sala de aula, mas não adotou nenhum livro para ser lido. E ainda respondeu, a proposta da escola é ler em 2008, o livro Emília no paraíso da gramática. De Monteiro Lobato.
Até o dia da entrevista não havia concluído o 1º bimestre, para ver o desenvolvimento dos alunos, mas sente que estão razoáveis no conteúdo.

7. CARACTERIZAÇÃO DO CORPO DISCENTE.
Teremos nesse capítulo o número de alunos matriculados conforme (tabela 1), os aprovados com e sem dependências, reprovados e transferidos, conforme gráficos 2 a 5. Assim como, o número de alunos com distorção de idade, conforme gráficos 6 a 9 e as matérias  com maior índice de dificuldade no aprendizado, conforme gráficos 10 a 13.
7.1. NÚMERO DE ALUNOS MATRICULADOS EM 2007
Tabela 1: Relação de matriculados da Escola Marilda Gouveia Viana, no ano de 2007.
Ordem
Série
Matriculados
01
5ª”A”
33
02
5ª”B”
35
03
5ª”C”
34
04
5ª”D”
34
05
5ª”E”
41
06
5ª”F”
39
07
6ª”A”
41
08
6ª”B”
35
09
6ª”C”
40
10
6ª”D”
38
11
6ª”E”
35
12
7ª”A”
39
13
7ª”B”
37
14
7ª”C”
38
15
8ª”A”
39
16
8ª”B”
36
17
8ª”C”
37
A tabela mostra a quantidade de discentes matriculados na Escola Marilda Gouveia Viana no ano de 2007, onde no turno matutino foram matriculados 352 alunos, no turno vespertino 232 alunos, totalizando 584 discentes matriculados. E vem funcionando com 17 turmas nos dois primeiros turnos.
Observação: No turno noturno não foi disponibilizado nenhum dado.
 7.2. APROVEITAMENTO DOS ALUNOS, POR SÉRIE DADO DE 2007
Gráfico 01: Aproveitamento de estudo dos alunos das 5ª Séries, no ano 2007.




Gráfico 02: Aproveitamento de estudo dos alunos das 6ª Séries, no ano 2007.



Gráfico 03: Aproveitamento de estudo dos alunos das 7ª Séries, no ano 2007

Gráfico 04: Aproveitamento de estudo dos alunos das 8ª Séries, no ano 2007

Nesta planilha está identificando o aproveitamento dos alunos, onde há 55 alunos aprovados com pendência, 13 discentes abandonaram a escola e 24 foram transferidos para outro estabelecimento escolar, 37 reprovaram e 505 aprovados.
7.3. ALUNOS COM DISTORÇÃO DE IDADE, POR SÉRIES EM 2007
Gráfico 05: Alunos com distorção de idade das 5ª Séries, no ano 2007.

Gráfico 06: Alunos com distorção de idade das 6ª Séries, no ano 2007.

Gráfico 07: Alunos com distorção de idade das 7ª Séries, no ano 2007.
Gráfico 08: Alunos com distorção de idade das 8ª Séries, no ano 2007.

7.4. MATÉRIAS COM MAIOR DIFICULDADE DE APRENDIZADO, POR SÉRIES EM 2007
Gráfico 09: Matérias com maior índice de dificuldade no aprendizado dos alunos das 5ª Séries, no ano 2007.



Gráfico 10: Matérias com maior índice de dificuldade no aprendizado dos alunos das 6ª Séries, no ano 2007.


Gráfico 11: Matérias com maior índice de dificuldade no aprendizado dos alunos das 7ª Séries, no ano 2007.

Gráfico 12: Matérias com maior índice de dificuldade no aprendizado dos alunos das 8ª Séries, no ano 2007.

Esses gráficos mostram que, é grande o número de alunos matriculados tardiamente nas séries de ensino fundamental (64 alunos), onde deveria está já no ensino médio. E ainda que, matemática, português e espanhol são as matérias mais críticas, que há um grande índice de não aprendizado, por falta de uma didática com mais eficiência, que venha criar nos alunos a vontade de estudar mais essas matérias.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Ao término deste trabalho foi possível percebemos toda a relação estratégica do ensino pedagógico da escola Marilda Gouveia Viana, desde a relação professor aluno, gestor e funcionários e também da escola com a comunidade.
Foi possível concluir que a educação precisa melhorar muito, não apenas na escola, mas principalmente, desde o berço, que é a família. Há um grande desinteresse dos pais em relação aos filhos, achando que a escola tem a obrigação de ensiná-los e educá-los, passando a responsabilidade aos docentes. Sendo assim, ser professor é ensinar os métodos científicos de estudo, transmitir caráter e ética. Formando alunos com capacidade de competir e encarar os obstáculos da vida.
Nossa participação na escola foi de suma importância, pois além de conhecermos de perto a realidade vivida pelos docentes, contribuímos de certa forma, para melhorar a didática no estabelecimento de ensino Marilda Gouveia Viana, através de uma atividade desenvolvida em sala de aula (no 1º dia: 08/05/2008), especificamente na área de língua portuguesa, aplicamos uma redação com o tema: “A importância da leitura, não há melhor viajem que o livro para nos levar as terras distantes”. E no último dia (29/05/2008), premiamos 1º, 2º e 3º lugares, com livros e bombons, e deixamos no mural da escola, fotos e dedicatória de agradecimento.
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
EDUARDO, João.  25 anos sem João Eduardo. 1 ed. Rio Branco: Fundação Garibaldi Brasil, 2006.